
Um dos casos, do conhecimento geral em Braga, são os parques desportivos. Todas as freguesias do concelho de Braga querem um parque desportivo! Muitos deles, na maioria, distanciam-se entre si menos de 2km. A C.M.B. faz a vontade das juntas, e constroi minis parques desportivos, incompletos e por vezes com pouca qualidade, o que seria de esperar pois o dinheiro não estica. Agora, se não existissem freguesias, em vez de construir mais de 60 parques desportivos, construiriam-se, provavelmente, um terço de parques desportivos mas de grande qualidade e completos. Toda a população continuaria servida, os parques abarcariam mais população, logo mais activo seria, logo mais útil se revelaria. E no fim, possivelmente, até sobraria dinheiro para iniciar a academia do S.C.B.! Este é um de muitos exemplos.
Mas vou ainda mais longe, fusão de concelhos! Existem concelhos que não conseguem dinamizar-se sozinhos, outros, apesar de se dinamizar sozinhos, não tem identidade própria que justifique a sua existência, e existem ainda alguns, que pela boa gestão macro-regional, se deveriam fundir.
Se repensássemos a actual divisão administrativa, se dessemos mais poder às autarquias, se aplicássemos alguns modelos europeus de financiamento (existem países em que 40% a 60% dos impostos ficam retidos no município), talvez chegaríamos à conclusão que muitos estudos chegam, Portugal é um país pequeno para se dividir em regiões. O problema de Portugal é a má distribuição de dinheiros e riqueza. E não é a criação de mais cargos políticos, mais assembleias, mais burocracia que vai resolver o problema português.
O actual sistema de governação português é fraco, desequilibrado, mas a regionalização que tanto falam não me parece ser o melhor para Portugal. Portugal precisa de união, equilíbrio, igualdade.